Sendo o tratamento mais indicado para pacientes com graves doenças de sangue, como leucemia, linfomas e alguns tipos de anemia, além de enfermidades do sistema linfático, o transplante de medula óssea é um dos principais assuntos na área da saúde. As pesquisas neste campo avançam e se multiplicam cada vez mais, gerando sempre discussões relevantes.
Neste contexto, a Universidade de Rio Verde realizou nesta quarta-feira, 26, a terceira edição do projeto Medulando Sonhos, contando com a presença das diretoras das Faculdades de Enfermagem, prof. Dra. Berenice Moreira, e de Fisioterapia, prof Dra. Adriana Brugnoli. A atividade tem como principal objetivo, promover a conscientização sobre a importância da doação de medula óssea e de sangue, além de trazer maior visibilidade ao assunto.
A Diretora da Faculdade de Enfermagem, prof. Dra. Berenice Moreira, iniciou o evento enfatizando aos acadêmicos presentes a necessidade de ampliar a discussão sobre o transplante, de forma a aumentar o número de doadores.
Este ano a palestra principal do evento foi ministrada pelo Professor Me. Luiz Alexandre Pereira de Toledo, que esclareceu e apresentou desde as primeiras pesquisas sobre o uso do transplante de medula como tratamento até como o procedimento de coleta é feito atualmente.
O professor também ressaltou que a doação de medula óssea pode ser um ato de solidariedade ao ajudar pacientes que têm o transplante como única chance de cura. Ele também reforçou a necessidade vital da ampliação da discussão sobre o transplante, já que no Brasil existem poucos doadores.
A palestra também esclareceu sobre as formas de coleta. Na doação por aférese, as células são coletadas diretamente da corrente sanguínea, através de um procedimento que dura poucas horas, mas o doador deverá receber uma medicação por 5 dias para estimular as células-tronco.
Na coleta de medula óssea, as células são coletadas através de punções na região pélvica posterior (osso do quadril) e dura cerca de 90 min. O procedimento ocorre em centro cirúrgico, sob anestesia e requer internação de 24 horas.
Além de conscientizar os participantes sobre a importância da doação e do transplante de medula óssea, a atividade também teve o objetivo de captar possíveis doadores para cadastro no REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea).
Como ser um doador?
Para se tornar um doador de medula óssea é preciso: ter entre 18 e 55 anos de idade; estar em bom estado geral de saúde; não ter doença infecciosa transmissível pelo sangue.
O primeiro passo é fazer um cadastro de doador – que em Rio Verde pode ser feito no Hemocentro – onde serão informados seus dados pessoais e serão colhidos 5ml do seu sangue. O sangue será examinado, o resultado do exame e seus dados pessoais serão incluídos no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME).
Equipe ASCOM
Jornalista Ana Júlia Sales
Fotos: Marcos Santos