Fone:
+(55) 64 3611 2200

Email:
atendimento@unirv.edu.br

Agosto Laranja: UniRV reforça conscientização sobre a esclerose múltipla

Publicado em: 12-08-2026
Compartilhar

As campanhas temáticas que acontecem ao longo do ano, identificadas por cores, chamam atenção para assuntos relevantes na promoção da saúde e na disseminação de informações de interesse público. Neste mês são celebrados o Agosto Lilás, o Agosto Dourado e também o Agosto Laranja, campanha voltada à conscientização sobre a esclerose múltipla, que reforça a importância do diagnóstico precoce, do acompanhamento médico contínuo e da qualidade de vida das pessoas que convivem com a doença.
 
A médica neurologista, professora na Universidade de Rio Verde (UniRV) e coordenadora da Liga Acadêmica de Neurologia e Neurocirurgia (LiaNNe), Amanda Nascimento Bispo, explica que a esclerose múltipla é uma doença neurológica crônica e autoimune, na qual o próprio sistema imunológico ataca as células do sistema nervoso, mais especificamente a bainha de mielina, estrutura que reveste os neurônios e permite a transmissão de informações entre eles. “A importância do Agosto Laranja é trazer a atenção da população para essa doença, que é pouco conhecida, uma condição rara e cujos sintomas são variáveis”, destaca.
 
Segundo Amanda, o próprio nome da doença já indica a diversidade de manifestações possíveis. Como o sistema nervoso comanda praticamente todas as funções do corpo, desde sensações, movimentos, visão e audição, a esclerose múltipla pode se manifestar por meio de alterações visuais, perda de força, formigamento, alterações de sensibilidade, fadiga, fraqueza e incontinência urinária e fecal, entre outros sintomas.
 
Ainda conforme a docente, é essa multiplicidade de sinais que torna o diagnóstico desafiador. “Na maioria dos casos, os sintomas surgem em surtos: episódios de fraqueza ou fadiga que duram alguns dias e depois melhoram, levando muitas pessoas a não valorizar o sintoma no primeiro momento. Frequentemente, o diagnóstico só é buscado anos depois, quando um novo surto se manifesta com mais intensidade, com alteração visual ou perda da capacidade de caminhar, por exemplo. É comum que, ao relembrar o histórico, o paciente identifique episódios anteriores de fadiga ou formigamento que passaram despercebidos”, relata.
 
O perfil mais comum de paciente com esclerose múltipla segue o padrão das doenças autoimunes: adultos jovens, com maior prevalência entre mulheres na faixa dos 20 aos 30 anos. A doença também pode acometer homens e pessoas de outras faixas etárias, embora com menor frequência. Para Amanda, identificar a doença o quanto antes é fundamental para iniciar o acompanhamento e o tratamento adequados, reduzindo a recorrência de surtos e episódios de atividade inflamatória intensa. “O diagnóstico precoce faz muita diferença na qualidade de vida, pois ajuda a manter o bem-estar dos pacientes e reduz os riscos de complicações”, explica.
 
Atualmente, existem diversas opções terapêuticas para a esclerose múltipla, que variam conforme a gravidade do quadro clínico e a frequência dos surtos. Entre elas, estão medicações orais, injeções subcutâneas semelhantes à aplicação de insulina, e tratamentos por infusão venosa administrados mensalmente, semestralmente ou até a cada dois anos.
 
Além do tratamento medicamentoso, terapias complementares desempenham papel essencial na reabilitação dos pacientes. Como a fadiga e o cansaço são sintomas frequentes, a fisioterapia e a prática de atividade física são fundamentais para a qualidade de vida.
 
Amanda ressalta ainda a importância de que familiares, amigos e a sociedade em geral compreendam as necessidades dos pacientes com esclerose múltipla. Muitas das dificuldades enfrentadas, como fadiga, alterações sensitivas e cognitivas, não são visíveis, o que pode dificultar o acolhimento e a validação dessas experiências. “O conhecimento liberta. As pessoas precisam de informação para entender a real necessidade desses pacientes, que têm direito a uma vida normal: podem estudar, trabalhar e desenvolver projetos de vida, desde que mantenham o acompanhamento médico adequado”, afirma.
 
Para a professora, as universidades desempenham papel central na ampliação do conhecimento sobre a doença, tanto na formação de profissionais capacitados para reconhecer os sintomas e encaminhar pacientes a especialistas, quanto no desenvolvimento de pesquisas que impulsionam avanços no diagnóstico e no tratamento. “Iniciativas como o Agosto Laranja reforçam esse compromisso, contribuindo para a conscientização da população e para o avanço científico que beneficia diretamente quem convive com a esclerose múltipla”, conclui.
 
Para o Reitor da UniRV, Prof. Dr. Alberto Barella Netto, ações como o Agosto Laranja reforçam o papel da Universidade como Instituição comprometida com a saúde e o bem-estar da comunidade. "A Universidade tem a responsabilidade de ir além da formação acadêmica, promovendo saúde, informação e cidadania. Campanhas como essa mostram o compromisso da Instituição em levar conhecimento à população e formar profissionais preparados para atuar com responsabilidade social", salienta.
 
Equipe ASCOM UniRV
Jornalista Jessica Bazzo – MTE 3194/GO
Arte: Vinicius Macedo 

+ Notícias

#

Acadêmicos de Medicina da UniRV levam mais de 20 trabalhos ao MEDTROP 2026

Acadêmicos da Faculdade de Medicina da Universidade de Rio Verde (UniRV), Campus Aparecida de Goiânia, marcaram presença no 61º Congresso da Socie...

#

Faculdade de Odontologia abre inscrições para Monitoria

Reiterando a união entre prática e teoria priorizada pela Universidade de Rio Verde, a Faculdade de Odontologia abriu inscrições para Monitori...

#

Novo Complexo Administrativo da UniRV inaugura etapa de desenvolvimento institucional

A Universidade de Rio Verde (UniRV) viveu, na manhã desta quinta-feira, 20 de agosto, um momento histórico para sua trajetória. A Instituiç&at...

#

Calor urbano: por que as cidades parecem mais quentes?

 Em dias de calor intenso, a temperatura parece ainda maior entre prédios, ruas e calçadas. Em alguns locais, atravessar uma área asfaltada, esp...

#

Envelhecimento e estresse: pesquisa da UniRV mapeia fatores de risco em idosos brasileiros

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Rio Verde (UniRV) revelou que 61% dos idosos participantes de um programa comunitário de saúde e at...