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Tecnologia na formação acadêmica

Publicado em: 04-08-2026
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Assim como a ciência evolui e novas descobertas surgem em benefício da sociedade, a tecnologia também transforma a educação, o que se ensina, como se ensina e a forma de aprender. Na Universidade de Rio Verde (UniRV), professores de diferentes áreas analisam como essa transformação vem impactando a formação dos acadêmicos.

Na Medicina Veterinária, segundo o Prof. Dr. Tales Dias do Prado, os recursos tecnológicos acompanham o estudante desde o início da graduação até a conclusão do curso. Já nos primeiros períodos, disciplinas como Anatomia Veterinária contam com telas interativas, simuladores e ferramentas digitais que potencializam o processo de ensino-aprendizagem. Mais adiante, nos laboratórios e nas clínicas-escola, o contato com equipamentos modernos aproxima o aprendizado da rotina profissional e das exigências do mercado de trabalho.

Tales destaca ainda que esses recursos vão além da sala de aula: sustentam também a pesquisa e a extensão, pilares que, ao lado do ensino, formam o tripé da educação superior. Os projetos do curso se apoiam nessas ferramentas para dar mais precisão à produção científica e qualidade à prestação de serviços à comunidade. "Esse conjunto de investimentos demonstra o compromisso da UniRV com uma formação moderna, inovadora e alinhada aos avanços da Medicina Veterinária", afirma o professor.

Na Agronomia, o Prof. Dr. Matheus de Freitas Souza observa que drones, sensores, softwares de análise de dados e inteligência artificial já fazem parte da realidade do campo e, por isso, também da sala de aula. Para ele, esses recursos ajudam o estudante a desenvolver habilidades de tomada de decisão e resolução de problemas, mas não substituem a formação técnica nem o olhar crítico do profissional. "Se usadas de forma inteligente, baseando-se sempre em evidências científicas, a combinação entre tecnologia e ensino tende a gerar resultados mais eficientes no processo de formação de profissionais", pontua.

O Prof. Dr. Warley Augusto Pereira, da Engenharia Mecânica, traça um panorama das últimas duas décadas: a consolidação da Indústria 4.0 levou para dentro da Universidade conceitos como Internet das Coisas, manufatura aditiva, computação em nuvem, sistemas ciberfísicos, robótica colaborativa e Big Data, aproximando o ensino das demandas da indústria moderna. Com isso, os estudantes passaram a desenvolver competências em automação, integração de sistemas e decisões orientadas por dados.

A Inteligência Artificial, segundo Warley, tornou-se outro fator de peso na formação: ferramentas baseadas em IA auxiliam na programação, na modelagem computacional, na otimização de projetos, na análise estrutural e na manutenção preditiva, além de agilizar o acesso a simulações e soluções para problemas complexos. O professor pondera, no entanto, que esse uso exige senso crítico e conhecimento técnico sólido para validar as informações obtidas.

O avanço também chegou aos materiais empregados pelo engenheiro mecânico. Ligas metálicas avançadas, compósitos, cerâmicas técnicas, superligas, nanomateriais e biomateriais possibilitam componentes mais leves, resistentes e eficientes para os setores automotivo, aeroespacial, energético, biomédico e de manufatura avançada, o que levou os cursos a reforçar conteúdos de ciência dos materiais, simulação computacional e técnicas modernas de fabricação.

Esses avanços já se refletem nas frentes de atuação do profissional: softwares de CAD, CAE e CAM permitem projetar e fabricar componentes com mais precisão e menos tempo; sensores inteligentes possibilitam monitorar a produção em tempo real; e a combinação entre IA e Internet das Coisas ajuda a prever falhas antes que ocorram, reduzindo custos e paradas não programadas. Áreas como energias renováveis, veículos elétricos e automação industrial passaram, assim, a demandar profissionais multidisciplinares. "A formação do engenheiro mecânico está mais interdisciplinar, dinâmica e alinhada às necessidades da indústria contemporânea", resume Pereira, para quem programação, análise de dados, simulação computacional e aprendizado contínuo se tornaram habilidades essenciais para os próximos desafios do setor.

O Prof. Dr. Renato Canevari Dutra da Silva parte de uma leitura mais ampla: as tecnologias tornaram o ensino superior mais dinâmico, interativo e conectado às demandas do mercado. "Na minha opinião, a formação acadêmica precisa acompanhar essa evolução, preparando profissionais capazes de utilizar a inovação de forma crítica, ética e baseada em evidências científicas", afirma.

Esse movimento é particularmente visível na Odontologia. A Faculdade de Odontologia da UniRV tem investido em infraestrutura como scanner intraoral, impressora 3D, aparelho de radiografia panorâmica, recursos para sedação consciente e laserterapia para cicatrização de feridas, equipamentos que aproximam o acadêmico da prática clínica real. Para o docente, mais do que operar equipamentos modernos, os estudantes precisam desenvolver o senso crítico para saber quando e por que empregar cada tecnologia, o que resulta em decisões clínicas mais seguras. "Investir em tecnologia é investir na formação de cirurgiões-dentistas mais preparados para oferecer uma assistência de qualidade, humanizada e alinhada às necessidades da Odontologia contemporânea", conclui.

Já na Administração, a Profa. Dra. Ana Maiara Rodrigues Pereira vê a tecnologia como aliada do dia a dia acadêmico, tanto de professores quanto de estudantes. Simulações que reproduzem situações reais de gestão são um exemplo de como esses recursos entram em sala de aula. A Inteligência Artificial, nesse contexto, ganha espaço crescente, mas a professora faz uma ressalva: seu uso precisa ser bem conduzido para que continue funcionando como apoio, sem substituir o papel de quem de fato conduz o processo de aprendizagem, o professor e o estudante.

Segundo Ana Maiara, isso exige do docente uma postura diferente diante de ferramentas que mudam rapidamente, é preciso atualização constante, não apenas para usá-las em aula, mas para ensinar o estudante a empregá-las com responsabilidade. "A formação do professor, hoje, deve ser um processo contínuo que acompanha as próprias transformações tecnológicas", defende. Para ela, há um ponto essencial nessa discussão: toda tecnologia usada em sala de aula precisa vir acompanhada de ética. "Ela deve ser um meio para aprender melhor, nunca um atalho, para que o conhecimento se construa de forma sólida e duradoura”, finaliza.

Ao reunir os relatos de áreas tão distintas, o Reitor da UniRV, Prof. Dr. Alberto Barella Netto, faz uma análise ampla. "A tecnologia deixou de ser um recurso pontual e passou a fazer parte da própria cultura de aprender da nossa Universidade, em todos os cursos e em todas as etapas da formação", avalia. Para o Reitor, o desafio da Instituição não é apenas incorporar novas ferramentas, mas garantir que elas estejam a serviço de uma formação mais sólida, e não o contrário. "Investimos em tecnologia porque ela aproxima o estudante da realidade profissional e qualifica o ensino, a pesquisa e a extensão. Mas o que continua no centro desse processo é o professor, o senso crítico e o compromisso ético com o conhecimento", afirma. Barella reforça que esse é um compromisso permanente da UniRV: "Seguiremos investindo para que nossos acadêmicos tenham acesso ao que há de mais moderno, sem perder de vista que a tecnologia é meio, e a formação de profissionais capazes e humanos é o fim”, conclui.
 
Equipe ASCOM UniRV
Jornalista Jessica Bazzo – MTE 3194/GO
Arte: Vinicius Macedo 

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