Fone:
+(55) 64 3611 2200

Email:
atendimento@unirv.edu.br

Tese de doutorado desenvolvida na instituição volta o olhar para o docente

Publicado em: 29-07-2026
Compartilhar

   

O autismo ganhou nos últimos anos, uma presença grande no debate público, nas conversas, na política e na mídia em geral. Diante dessa visibilidade, era de se esperar que a produção científica sobre o tema acompanhasse o mesmo ritmo em todos os níveis de ensino. Ainda são poucas as pesquisas sobre autismo no ensino superior, e, entre as que existem, a maioria se volta para o estudante autista, e raramente para o professor que o recebe em sala de aula.
 
É nesse cenário que uma tese de doutorado em Educação está sendo desenvolvida pela professora dos cursos de Administração e Marketing da Universidade de Rio Verde (UniRV), Kerla Cristina Parreira Lima. A pesquisa no âmbito do programa de doutoramento em Educação, fruto de um convênio da UniRV com a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), apresenta parâmetros sobre a formação do professor para a inclusão. 
 
Segundo a Professora, a pesquisa propõe uma mudança de perspectiva. “Em vez de perguntar como o estudante com autismo se adapta à universidade, ela volta o olhar para o outro lado da relação e investiga como o professor universitário se prepara para acolher e ensinar esse estudante. A ideia é entender melhor o que o docente vive nesse processo e o que pode ajudá-lo a se sentir mais seguro diante de um desafio que, para muitos, ainda é novo.”
 
Kerla ressalta que pesquisar a formação do professor para a inclusão é reconhecer que garantir o acesso não basta. Mas é preciso preparar quem recebe esses estudantes, para que a permanência e a aprendizagem sejam de fato possíveis, e para que esse caminho não se torne uma fonte de sofrimento para o acadêmico com TEA. “A Lei Brasileira de Inclusão, de 2015, ampliou o acesso de pessoas com deficiência ao ensino superior e tornou cada vez mais frequente, nas salas de aula das universidades, a presença de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Com ela, chegou também uma pergunta para a qual muitos professores não foram preparados durante sua formação: como ensinar, de fato, esses estudantes? Garantir a matrícula é uma conquista importante. Garantir que a aprendizagem aconteça é um trabalho que se constrói todos os dias, no encontro entre professor e aluno.”
 
A doutoranda menciona que a UniRV já vem construindo esse caminho. “A Universidade conta com o Atendimento Educacional Especializado (AEE), cuja função é identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade para os estudantes que apresentam algum tipo de dificuldade de aprendizagem. Podem ser atendidos os estudantes com diagnóstico de autismo, TDAH ou outros transtornos que afetam o processo de aprendizagem. Além do apoio oferecido aos estudantes, os professores recebem capacitação pedagógica sobre como acolher esses universitários, com vistas à sua inclusão social e cidadã. A solicitação de atendimento pode ser feita pelo SEI, na aba Secretaria On-line, em Novo Requerimento, selecionando a opção "Atendimento Educacional Especializado", com o laudo de um profissional de saúde anexado.”
 
Segundo Kerla, a proposta não é apontar o que falta, mas somar, abrindo espaço para o debate e buscando, junto com os professores, formas de aperfeiçoar ainda mais o acolhimento e o ensino. “No centro da investigação está uma ideia que a pesquisadora chama de formação "(de)formativa". Ela recusa a lógica do manual pronto, da expectativa de que exista uma cartilha sobre como lidar com alunos autistas. A aposta é outra: formar o professor para a inclusão é, antes de tudo, um convite para rever o próprio jeito de ensinar, e não apenas para acrescentar novas técnicas ao que já se faz.”
 
Kerla completa que o estudo adota uma abordagem qualitativa e toma a própria UniRV como campo de pesquisa, tendo os professores da Instituição como parceiros de conversa. “Mais do que descrever uma realidade, a tese quer devolver algo concreto à universidade, propondo caminhos de formação que ajudem a fortalecer, a partir de dentro, uma cultura cada vez mais acolhedora e inclusiva.” finaliza. 
 
 
 

Equipe Ascom UniRV
Jornalista Vanderli Silvestre - CRP 4126/GO
Arte: Vinicius Macedo 

 

 

 

+ Notícias

#

Acadêmicos de Medicina da UniRV levam mais de 20 trabalhos ao MEDTROP 2026

Acadêmicos da Faculdade de Medicina da Universidade de Rio Verde (UniRV), Campus Aparecida de Goiânia, marcaram presença no 61º Congresso da Socie...

#

Faculdade de Odontologia abre inscrições para Monitoria

Reiterando a união entre prática e teoria priorizada pela Universidade de Rio Verde, a Faculdade de Odontologia abriu inscrições para Monitori...

#

Novo Complexo Administrativo da UniRV inaugura etapa de desenvolvimento institucional

A Universidade de Rio Verde (UniRV) viveu, na manhã desta quinta-feira, 20 de agosto, um momento histórico para sua trajetória. A Instituiç&at...

#

Calor urbano: por que as cidades parecem mais quentes?

 Em dias de calor intenso, a temperatura parece ainda maior entre prédios, ruas e calçadas. Em alguns locais, atravessar uma área asfaltada, esp...

#

Envelhecimento e estresse: pesquisa da UniRV mapeia fatores de risco em idosos brasileiros

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Rio Verde (UniRV) revelou que 61% dos idosos participantes de um programa comunitário de saúde e at...