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Tempo seco exige atenção redobrada: saiba como prevenir doenças respiratórias

Publicado em: 17-07-2026
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Com a chegada do período de estiagem, a baixa umidade do ar e o aumento da circulação de poeira, fumaça e poluentes se tornam fatores que favorecem o surgimento e o agravamento de doenças respiratórias. Em Goiás, onde o inverno é marcado por longos períodos sem chuva e grande amplitude térmica, crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas merecem atenção especial.

Segundo a Professora Dra. Berenice Moreira, Diretora da Faculdade de Enfermagem da Universidade de Rio Verde, o organismo sente diretamente os efeitos do ar seco. "O nosso sistema respiratório foi feito para trabalhar com ar úmido. Quando a umidade do ar cai, o muco resseca, os cílios responsáveis pela limpeza natural das vias aéreas perdem eficiência e surgem pequenas lesões na mucosa, facilitando a entrada de vírus, bactérias e partículas irritantes", explica.

Além das alterações fisiológicas, a Professora destaca que a ausência de chuvas aumenta a concentração de poeira, poluentes e fumaça de queimadas, enquanto a permanência em ambientes fechados favorece a transmissão de vírus respiratórios. "O resultado é o aumento dos casos de rinite, asma, sinusite, bronquite, pneumonia e outras infecções respiratórias, com maior procura pelos serviços de saúde", conclui.

Os grupos mais vulneráveis são crianças menores de cinco anos, idosos, gestantes, pessoas com doenças respiratórias, cardíacas ou com imunidade comprometida, além de trabalhadores expostos ao ar livre. Para esses públicos, a seca pode representar mais do que desconforto, se tornando um fator de descompensação de doenças já existentes.

Entre os principais cuidados, a Professora destaca a hidratação constante, mesmo quando não há sensação de sede, principalmente entre idosos. "Também é importante realizar lavagem nasal com soro fisiológico várias vezes ao dia, manter os ambientes umidificados, evitar exposição ao ar livre entre 10h e 16h e fazer a limpeza da casa com pano úmido, reduzindo a poeira", comenta.

Para pessoas com asma, rinite e outras doenças respiratórias, o período exige atenção redobrada. "O ponto mais importante é não abandonar a medicação de controle. Muitas pessoas interrompem o tratamento quando melhoram, mas justamente durante a seca esse é o pior momento para suspender a medicação. Também é fundamental evitar fumaça de cigarro, queimadas, incensos e produtos de limpeza com cheiro forte", ressalta a Professora.

A Professora reforça que pequenas atitudes fazem grande diferença na prevenção. "Beber água ao longo do dia, lavar o nariz com soro fisiológico, manter os ambientes ventilados e umidificados e evitar atividades físicas ao ar livre nos horários mais quentes são medidas simples que ajudam a proteger as vias respiratórias".

A hidratação adequada também exerce papel fundamental no funcionamento do sistema respiratório. "Quando o organismo está bem hidratado, o muco permanece fluido e consegue eliminar partículas e microrganismos. Já a desidratação favorece o acúmulo de secreções e aumenta o risco de infecções", explica.

Outro ponto importante é a manutenção da vacinação em dia. Conforme explica a Professora Berenice, as vacinas contra influenza, Covid-19 e pneumococos continuam sendo as principais ferramentas para prevenir casos graves de doenças respiratórias, especialmente entre os grupos prioritários. "No tempo seco, somamos uma mucosa mais vulnerável com maior circulação de vírus. Manter a vacinação atualizada significa proteger a si mesmo e também as pessoas mais vulneráveis da família".

A Professora alerta ainda para erros comuns que podem agravar o quadro. "A automedicação é um dos principais problemas. A maioria das infecções respiratórias é causada por vírus, e antibióticos não tratam doenças virais. Também não é recomendado utilizar descongestionantes nasais por tempo prolongado ou recorrer a receitas caseiras sem orientação profissional", esclarece.

Por fim, ela orienta que sinais como falta de ar, respiração acelerada, febre persistente, chiado intenso no peito, confusão mental, lábios arroxeados ou sinais de desidratação exigem atendimento médico imediato. "Na dúvida, procure um serviço de saúde. Chegar precocemente faz toda a diferença no tratamento", reforça a Professora.

Para o Reitor, Professor Dr. Alberto Barella Netto, a atuação dos docentes da UniRV reforça o compromisso institucional com a promoção da saúde e a disseminação do conhecimento científico. "A UniRV tem como missão levar conhecimento que contribua diretamente para a qualidade de vida da população. Orientações como essas, produzidas por nossos professores e pesquisadores, fortalecem a prevenção", comenta.


Equipe ASCOM
Jornalista Ana Júlia Sales
Arte: Vinícius Macedo

 

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