A Universidade de Rio Verde vive um momento de avanço consistente e estratégico no campo da pesquisa científica, em diferentes áreas do conhecimento. Diversos projetos com aporte institucional ou financiados por agências nacionais estão sendo desenvolvidos de acordo com as demandas regionais, posicionando a UniRV como referência em desenvolvimento científico e tecnológico.
Na vanguarda como protagonista na produção de conhecimento capaz de impactar diretamente a sociedade, o setor produtivo e o futuro da ciência em Goiás e no país, a UniRV se consolida como agente transformador da sociedade, ao unir formação acadêmica de excelência com o conhecimento científico de ponta.
Entre os destaques está o estudo sobre o potencial da estruvita como fertilizante de liberação lenta, desenvolvido a partir do tratamento dos dejetos líquidos de suínos. Na região sudoeste de Goiás, que concentra 42% do rebanho estadual, o manejo inadequado desses resíduos representa risco ambiental significativo. A pesquisa propõe uma solução inovadora ao transformar o problema em oportunidade, por meio da cristalização da estruvita, é possível recuperar nutrientes essenciais, como nitrogênio e fósforo, reduzindo custos, minimizando impactos ambientais e ampliando a eficiência agrícola. O fertilizante obtido apresenta baixo teor de água, facilitando o transporte, aumentando seu valor agronômico e promovendo sustentabilidade no setor suinícola.
O avanço institucional também se materializa com a implantação do AgroHub-UniRV, projeto com apoio da FINEP e que integra pesquisa e tecnologia a serviço das demandas da sociedade. O espaço representa um salto na aproximação entre academia, empresas, governo e sociedade, fortalecendo um ecossistema de inovação que impulsiona startups, fomenta a cultura empreendedora e estimula o desenvolvimento de tecnologias voltadas ao agronegócio e várias áreas do conhecimento. Com infraestrutura moderna para prototipagem, coworking, incubação e testes de campo, o AgroHub UniRV cria condições para que ideias se transformem em soluções aplicáveis, capazes de ampliar a competitividade do setor produtivo regional e nacional.
Outro marco é o projeto de valorização da cadeia produtiva de fitoterápicos do Cerrado, também aprovado pela FINEP. A iniciativa fortalece comunidades da agricultura familiar ao investigar espécies vegetais medicinais e suas propriedades bioativas, promovendo boas práticas de cultivo, manejo e beneficiamento, uma vez que, o Cerrado, rico em biodiversidade e historicamente pressionado por impactos ambientais, ganha centralidade na pesquisa que busca unir saberes tradicionais e conhecimento científico. Com abordagem interdisciplinar, o projeto contribui para a conservação do bioma, geração de renda, inclusão social e desenvolvimento de alternativas terapêuticas sustentáveis.
Na área da biotecnologia e saúde, a UniRV se destaca com a criação do AquaGen Lab, um laboratório multiusuário com foco em biomedicina translacional e biotecnologia aplicada. Utilizando o zebrafish como modelo experimental, reconhecido por sua proximidade genética com humanos e capacidade de reproduzir fenótipos de doenças, o laboratório permite investigações avançadas sobre infertilidade, distúrbios metabólicos, doenças neurológicas, impactos de agrotóxicos, toxicidade ambiental e triagem farmacológica. O AquaGen Lab simboliza a inserção da UniRV em redes de excelência científica, com infraestrutura capaz de sustentar pesquisas de alto impacto, promover a formação de jovens pesquisadores e apoiar a implantação de futuros programas de pós-graduação stricto sensu.
Outro projeto de grande relevância institucional é o estudo sobre sistemas de cultivo voltados à eficiência do uso de fósforo em solos do Cerrado. Em um dos maiores desafios da agricultura tropical, a proposta reúne microbiologia, fertilidade do solo, química e manejo agrícola para criar soluções baseadas em bioinsumos, microrganismos nativos, organominerais e estratégias regenerativas que aumentam a produtividade e reduzem a dependência de fertilizantes importados. Além de ampliar a eficiência agronômica, o projeto contribui para mitigar riscos ambientais como a eutrofização, desenvolver tecnologias transferíveis ao setor produtivo e consolidar um banco de germoplasma regional, fortalecendo a agricultura sustentável e resiliente em Goiás.
Equipe ASCOM
Jornalista Vanderli Silvestre - CRP 4126/GO
Fotos: Marcos Santos